SOFTWARE LIVRE EM BIBLIOTECAS - Marcelo Diniz - em 2011
1 O QUE É UM SOFTWARE LIVRE?
Software livre é qualquer
programa de computador que pode ser usado, copiado, estudado e redistribuído
sem restrições. O conceito de livre se opõe ao conceito de software restritivo
(software proprietário), mas não ao software que é vendido almejando lucro
(software comercial). A maneira usual de distribuição de software livre é
anexar a este uma licença de software livre, e tornar o código fonte do
programa disponível. (FREE SOFTWARE FOUNDATION apud SOFTWARE LIVRE, 2010)
É importante destacar que quando
se fala em software livre, muitos pensam que este é sinônimo de gratuito,
devido a sua origem etmológica do inglês Free pode ser traduzido tanto como
gratuito e como livre. Assim, software livre não significa software gratuito.
Muitos são gratuitos, como forma de divulgar o movimento de software livre. Por
exemplo, o wordpress é um software de criação de blogs, que é livre, mas não é
gratuito. Qualquer pessoa pode criar um blog gratuitamente, mas se desejar
algumas outras funcionalidades, precisaria pagar para ter acesso (é opcional).
Mas não impede de possuir o blog. Por exemplo, este blog Software Livre na
Educação é feito no WordPress.com (gratuito), mas existe o wordpress.org (com
mais funcionalidades, por exemplo alterar as fontes que é pago).
2 NÍVEIS DE LIBERDADE QUE CARACTERIZAM O SOFTWARE LIVRE
Richard Stallman é sempre
enfático em destacar os quatro níveis de liberdade que caracterizam o software
livre. Primeiro, liberdade de usar o software. Segundo, liberdade de alterar o
software conforme as necessidades pessoais.
Terceiro, liberdade de aperfeiçoar o software e distribuir cópias para a comunidade. Quarto, liberdade de
melhorar o software e publicá-lo com essas melhorias.
Figura 1
- Richard Stallman
3 TIPOS E SOFTWARE LIVRE
Há uma grande variedade de produtos
disponível no mercado de código-fonte aberto. Um dos mais conhecidos e utilizados dos softwares livres
é o sistema operacional Linux, simbolizado pelo pingüim Tux e desenvolvido em 1991 por Linus Torvalds, aluno de ciência
da computação da Universidade de Helsinque na Finlândia. Especialista no
sistema operacional Unix, Torvalds queria criar uma plataforma para seu
computador pessoal 386, que fosse como o Unix.. O impasse principal foi a
constatação de que construir um sistema operacional desse porte seria uma
tarefa impossível de ser efetuada, a partir de software com o código-fonte
fechado. Foi então que ele se
prontificou a criar um sistema operacional de código-aberto, que fosse
aperfeiçoado por quem se dispusesse a contribuir, corrigindo defeitos e
pequenos erros.
A busca pela liberdade de criação e
disseminação solidária de aperfeiçoamentos no sistema operacional Linux foi o
impulso necessário e vital para o seu crescimento, amadurecimento e
desenvolvimento. O conjunto de softwares que constitui o Linux forma uma
extensa biblioteca que não pára de crescer, consultada por empresas,
especialistas, programadores, desenvolvedores de softwares e leigos.
O software livre nasceu na
Universidade e está se expandindo rapidamente para a sociedade. Um passo
decisivo para a consolidação, propagação e difusão do Linux foi dado por Richard
Stallman, que criou o projeto de
software gratuito intitulado GNU, que significa "GNU Não é Unix".
A administração do projeto é efetuada
pela organização Free Software Fundation (FSF), que está encarregada de proteger juridicamente os
desenvolvedores de softwares gratuitos, a partir da General Public License (GPL), contra a
apropriação e a pirataria das grandes empresas.
A GPL garante que os softwares possam
ser utilizados ou compartilhados gratuitamente, com a autorização de seus
criadores, de forma livre por qualquer pessoa. O conhecimento de sua produção
está sendo compartilhado de forma solidária, por empresas, gestores, milhões de
usuários, hackers e inúmeras comunidades de cientistas. Um novo dispositivo é
lançado e imediatamente já se começa o desenvolvimento do seu driver ou de seus
aplicativos e muito rapidamente os usuários têm acesso ao produto. Um novo tipo
de software é lançado e milhares de desenvolvedores correm contra o tempo para
fazer os aplicativos correspondentes para a plataforma Linux. Existe uma
demanda contínua por parte dos usuários e isso impulsiona empresas e
desenvolvedores, alimentando um gigantesco círculo produtivo.
O Linux pode ser obtido gratuitamente
pela internet em inúmeros sites (www.cipsga.org.br ; www.conectiva.com.br ; www.redhat.com ;
techupdate.zdnet.com ; www.procempa.com.br/softlivre) ou pode ser comprado a
preços acessíveis em qualquer revendedora de software ou lojas do ramo
comercial da área. O Linux pode ser instalado também de forma particionada,
isso significa que podemos ter a opção de instalar conjuntamente aos sistemas
operacionais que vêm instalados em nossas máquinas.
Software Livre ou Open Source:
O código fonte do software é distribuído e os termos de licença permitem
que o software seja modificado e redistribuído com as mesmas liberdades do
software original. Essa abertura e liberdades previnem a comercialização proprietária.
Programas que usarem o código fonte livre deverão sujeitar-se aos termos
originais da licença aberta. Exemplos deste tipo de software livre são o kernel
Linux e o servidor web Apache.
Software Livre Comercial:
A engenharia do software usada por um software livre não exclui a
possibilidade de que este venha usado comercialmente. Software livre pode,
também, ser distribuído mediante pagamento. Entretanto, essa prática perde
muito de seu efeito pelo fato de que, a princípio, qualquer um pode distribuir
um software livre também gratuitamente. Esta categoria inclui modelos de
negócios em software livre que são baseados em serviços de valor agregado, como
empacotamento e venda de diversos softwares livres integrados (distribuições
Linux) e outros que geram receita com serviços complementares à esta atividade,
como venda de hardware específico, serviços e customização de software. Exemplos:
distribuições como Red Hat Enterprise, Mandrake.
Freeware:
No caso de um freeware, o código fonte não está disponível; ele é
distribuído na sua forma binária (programa executável) e não pode ser
modificado. Entretanto, pode ser copiado e distribuído gratuitamente. Exemplos:
plugins e leitores como Adobe Acrobat Reader e Real Player, Internet Explorer,
Messenger.
Um software proprietário/comercial é distribuído sem seu código fonte. É
normalmente comercializado sob termos de uma licença de uso. Essa licença
define uma série de termos os quais o usuário deve respeitar para estar
habilitado a usar o software. Porque o código fonte não está acessível, é
tecnicamente impossível modificar o software. Exemplos:
Microsoft Windows e Winzip.
Microsoft Windows e Winzip.
Estas quatro categorias de software refletem quatro grupos ideais de divisão.
Na realidade, porém, nem sempre podemos dividir os softwares exatamente desta
forma. Existem diversos métodos de distribuição e possibilidades de acesso ao
código fonte. Por exemplo, é possível existir um software que permita ser usado
gratuitamente, mas peça em troca uma doação voluntária. Softwares shareware
podem ser usados por algum tempo gratuitamente e depois devem ser licenciados.
Até mesmo no caso de softwares proprietários o código fonte pode estar
“acessível”.
A iniciativa “Shared Source” da Microsoft é um exemplo. A Microsoft permite
que clientes, parceiros e governos tenham acesso a fonte de seus produtos. Isso,
porém, sem poder modificá-los e redistribuí-los.
Não esqueçamos, entretanto, que a única categoria que permite acesso às liberdades
defendidas pela Free Software Foundation e pela Open Souce Initiative
(www.opensource.org) é aquela do Software Livre ou Open Source.
4 SOFTWARE
LIVRE PARA BIBLIOTECAS
A partir do final da década de 1980, surgem outros softwares e/ou
sistemas, visando a automação das bibliotecas brasileiras, sendo os primeiros
grandes sistemas de origem estrangeira, como o VTLS classic (hoje VIRTUA) e o
Aleph (Automated Library Expandable Program - com sede em Jerusalém)
·
Informatização das bibliotecas no Brasil começam
na década de 1980
·
As primeiras iniciativas de informatização nas bibliotecas
brasileiras, em grande parte, foram através do software chamado CDS/ISIS, uma
iniciativa da UNESCO.
·
Historicamente, experiências de automação
documentaria ocorreram na década de 30 (uso de cartões Hollerith[1])
·
Década de 50 e inicio da década de 60 se deu
maior difusão da informatização (reprodução de fichas catalográficas e bases de
dados bibliográficas em geral) (ORTEGA, 2002)
4.1 Critérios
para implantação de sistema em biblioteca
De acordo com a necessidade de cada
unidade de Informação
FAZER UM
DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL da
UI - dados quantitativos da biblioteca: acervo discriminado por tipos de
materiais, usuários, serviços, projeção destes dados, novas demandas;
LEVANTAR E
IDENTIFICAR as características
técnicas dos SABs (Sistema de Automação de Bibliotecas) comercializados no
mercado brasileiro (ver nos “sites” de alguns fornecedores, procurando
identificar em cada “site” os seguintes dados:
·
Nome do produto, da empresa, endereço, telefone, email e contato
comercial
·
Atende uma/várias bibliotecas
·
Plataforma(s) de “hardware” / “software” necessária(s)
·
O SAB é compatível com MARC
·
É compatível com Z39.50
·
O SAB necessita de SGBDs de terceiros
LISTA ESTRUTURADA DE REQUISITOS
FUNCIONAIS, configurando o Perfil Técnico/Funcional do SAB pretendido para a
biblioteca. Tipo: “Menus e telas em português” ou “Leitura de
etiquetas de códigos de barra”
5 SOFTWARES FREE PARA
BIBLIOTECAS
SOFTWARE
|
INFORMAÇÕES
|
|
PHL
|
Um dos
mais simples e completo software livre de gerenciamento de acervo. http://www.elysio.com.br/
|
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Biblivre (free)
|
Fruto do Projeto Biblioteca
livre – uma proposta da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional e
PEE/COPPE/UFRJ ao MINC. Licenciado
gratuitamente para bibliotecas públicas e privadas. Versão atual 3.0 (em out.
2010)
|
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Biblio Express 3.6
|
Software para bibliotecas pequenas, médias e pessoais com empréstimo,
reserva, estatísticas, cadastro de todos os tipos de materiais.
|
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MiniBiblio
(Nacional)
|
O MiniBiblio é um sistema
utilitário distribuído de maneira livre. Seu objetivo é o cadastro e o
gerenciamento de livros, revistas, vídeos, manuais, discos e/ou dados.
Possibilita o controle de empréstimos sabendo o dia em que um material foi
retirado e quando foi (ou deve ser) devolvido. Bastante versátil, apresenta
diferentes possibilidades de configuração visual e funcional).
http://info.abril.com.br/download/3747.shtml (Download)
|
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OpenBiblio-BR
|
Openbiblio é um sistema de automação de bibliotecas
escrito em PHP contendo OPAC, circulação, catalogação e administração de
usuários. http://wiki.softwarelivre.org/BibliotecaLivre/OpenBiblio
|
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Biblioteca Fácil
|
Gratuito pra testar. Sistema com cadastro de leitores,
editoras, autores, classificação literária e livros. Gerencia empréstimos,
reservas, renovações e devoluções de livros. Controla o acesso através de
senhas, com opção de restringir o acesso a algumas funções do sistema. Possui
diversos relatórios. Emite também a carteirinha do leitor e etiquetas com
código de barras. Porém Limitado. http://www.baixaki.com.br/download/mtg-biblioteca-facil.htm
|
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GNUteca (NACIONAL)
|
É um produto em software livre, desenvolvido e mantido
pela Solis - Cooperativa de Soluções Livres. O Gnuteca é
um sistema para automação de todos os processos de uma biblioteca,
independente do tamanho de seu acervo ou da quantidade de usuários. O sistema
foi criado de acordo com critérios definidos a validados por um grupo de
bibliotecários e foi desenvolvido tendo como base de testes uma biblioteca
real, a do Centro Universitário Univates, onde está em operação desde
fevereiro de 2002. http://pt.wikipedia.org/wiki/Gnuteca
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EMILDA
|
Sistema Integral de Gestão de Bibliotecas de código aberto
(livre e gratuito). É desenvolvido em PHP, Perl e MySQL e inclui módulos de
circulação, catalogação, administração geral e de usuários e OPAC; consulta
atravéz de servidores Z39.50 tanto em OPAC como no módulo de catalogação;
múltiplos níveis de usuários; administração de várias bibliotecas. http://portuguese.osstrans.net/software/emilda.html
|
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KOHA (Nova
Zelândia)
|
A palavra Koha é um termo Maori e significa Dádiva.
Funcionalidades: gerir livros em circulação, o catálogo, aquisições, séries e
periódicos, administrar reservas, utilizadores da biblioteca,
relatórios, etc. Criado em 1999 - Koha é desenvolvido por
uma comunidade de programadores e bibliotecários de todo mundo. Versão Atual
3.0.3 (http://www.koha.org/) – Cliente -
Universidade ORT de Montevidéu (Uruguai)
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CATALIS (Arg)
|
Em 2000, a partir de uma iniciativa denominada RABIDA,
promovida especialmente por Luís Herrera, diretor da Biblioteca Central da
UNS, desenvolveu-se um sistema de edição de registros MARC21 em um ambiente
web. Em 2002, ao informatizar a Biblioteca Dr. Antonio Monteiro do INMABB
(Instituto de Matemática de Bahía Blanca)[2]
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BiblioteQ
|
BiblioteQ é um programa para gerenciamento de bibliotecas
capaz de cadastrar e organizar títulos de livros, CDs, DVDs, Jornais,
Revistas e até jogos de videogame. Ele também possui um sistema de cadastro
de usuários, o qual permite administrar os empréstimos do acervo e controlar
seu uso.
|
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LIBRARIUM
|
O Librarium é um
sistema de automação de bibliotecas, desenvolvido pela Companhia de
Informática do Paraná - CELEPAR, para ser utilizado em computadores que
tenham acesso à Internet. O cadastro do acervo da biblioteca é armazenado em
um banco de dados, que deve estar instalado no ambiente que disponha da
infra-estrutura necessária.Esse ambiente pode estar próximo da biblioteca ou
até mesmo em outra cidade.
|
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5.1 Biblivre
O Sistema Biblivre é um programa livre ou free
software, como ficou conhecido o termo em inglês. Isto
significa que, embora os programas tenham detentores de seus direitos autorais,
ele é licenciado gratuitamente e de maneira a permitir a sua difusão de uma
forma ampla, garantindo a liberdade aos seus usuários para copiá-los, usá-los e
redistribuí-los. A licença também procura garantir que os usuários tenham o
direito de obter os códigos fonte dos programas para estudá-los, modificá-los e
redistribuí-los. Como um programa baseado em servlets e JSP é executado
em um hospedeiro (container), podemos encarar estes programas como uma
biblioteca. Este aspecto é reforçado por características da linguagem Java,
tais como a ligação dinâmica, e uma característica da aplicação Biblivre, que é
a sua arquitetura bastante modular.
Características do Biblivre
- Utilizado por mais de 2 mil bibliotecas o BIBLIVRE
é um software gratuito, utilizado para a catalogação e disseminação do
acervo de bibliotecas públicas e privadas de todos os portes.
- Utiliza protocolo Z39.50 que permite o acesso aos
registros bibliográficos em bases nacionais e internacionais;
- Catalogação de materiais bibliográficos e
multimídias;
- Transferência de registros entre bases de dados
formato MARC;
- Controle do processo de aquisição;
- Circulação: consulta, reserva, empréstimo,
devolução de acervos;
- Compatível com o sistema operacional (Windows XP,
Vista, Linux, e Unix).
Figura 2 - Interface do Biblivre
5.2 PHL
Desenvolvido pelo bibliotecário e Consultor em Ciência e Tecnologia da
Informação Elysio Mira Soares de
Oliveira, e é hoje um dos softwares mais populares de automação de biblioteca.
E mais sofisticado.
O PHL foi publicado pela primeira vez, em maio de 2001, no servidor http://www.ritterdosreis.br,
disponibilizando na Web, os catálogos e serviços da Biblioteca Dr. Romeu Ritter
dos Reis da Sociedade de Educação Ritter dos Reis (Porto Alegre - RS),
tornando-se a primeira biblioteca brasileira a integrar, através da Web, e em
tempo real, todos os serviços e rotinas (Aquisição, Tombamento, Catalogação,
Kardex, Empréstimo, Renovação, Reservas, DSI, etc.)
O software foi concebido como uma alternativa
moderna e eficiente às bibliotecas e usuários com poucos recursos (financeiro e
de pessoal) e que pretendem organizar suas coleções, automatizar rotinas e
serviços e/ou disponibilizar e compartilhar seus catálogos através da Web. Não
requerendo de seus usuários nenhum tipo especial de treinamento. Atende todos
os serviços e rotinas (Aquisição, Tombamento, Catalogação, Kardex, Empréstimo,
Renovação, Reservas, DSI, etc).
Com o PHL é possível buscas simultâneas em várias bases de dados e
importação de registros de outras bibliotecas através do protocolo HTTP, em
substituição a protocolos tipo Z39.50, o que vem diminuir substancialmente o
custo de instalação e manutenção. O PHL utiliza base de dados no padrão
CDS/ISIS-Unesco.
O PHL permite a integração de todas as funções da biblioteca. Seus
principais recursos, além dos já citados, são: Menu de ajuda interativo;
Arquitetura de rede cliente/servidor; Acesso via browser; Leitura de código de
barras; Compatibilidade com sistemas operacionais Unix, Linux, Windows;
Possibilidade de identificar alterações feitas no sistema e os responsáveis;
Padrão ISO 2709; Níveis diferenciados de acesso ao sistema (senhas) para
usuários e funcionários; Armazenamento e recuperação de documentos digitais em
diversos formatos; Controle integrado do processo de seleção e aquisição;
Controle de listas de sugestões, seleção, aquisição, recebimentos; Controle de
fornecedores e editores; Controle de assinatura de periódicos; Compatibilidade
dos elementos de dados com AACR2; Sistema de controle de vocabulário; Geração
de etiquetas para lombada com número de chamada, etiquetas com código de
barras; Cadastro de perfis de usuários; Emissão automática de aviso eletrônico
para usuários em atraso; Pesquisa por todas as palavras, qualquer palavra e
expressões booleanas; Geração de relatórios e estatísticas e gráficos; entre
outros recursos. (vide descrição de recursos do PHL – Anexo A)
REFERENCIAS
CAFÈ, Lígia;
SANTOS, Christophe dos; MACEDO, Flávia. Proposta de um método para escolha de
software de automação de bibliotecas. Ci. Inf., Brasília, v. 30, n. 2, p. 70-79, maio/ago. 2001.
Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/ci/v30n2/6213.pdf.
Acesso em: 23 nov 2010.
HÜBNER, Edwin;
GUILHERME, Roger C. Software livre para bibliotecas: uma ferramenta para
a democratização do acesso à informação bibliográfica. [s.d]. 12 p.
Disponível em: http://www8.fgv.br/bibliodata/geral/docs/software_livre_para_bibliotecas.pdf.
Acesso em: 28 nov. 2010.
OLIVEIRA, Elysio Mira Soares de. Manual do PHL8.2. Gurupi: InfoArte, 2008. 213 p.
ORTEGA,
Cristina Dotta. Introdução do Microisis.
2. ed. Brasília: Briquet de Lemos, 2002, 125 p.
SILVA, José Fernando Modesto da. Software livre: modelos de
seleção como subsídio à gestão bibliotecária. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE
BIBLIOTECONOMIA E DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO, 22., 2007, Brasília. Igualdade e diversidade no acesso a
informação: da biblioteca tradicional a biblioteca digital. Disponível em: http://www.eca.usp.br/prof/fmodesto/textos/2007FMODESTOCBBD.pdf.
Acesso em: 30 nov. 2010.
SOFTWARE
LIVRE. In: WIKIPÉDIA, a enciclopédia livre. [online], 2010. Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Software_livre.
Acesso em: 11 dez. 2010.
Recursos
|
Sim/Não
|
Observações
|
Integração de todas as funções da biblioteca
|
Sim
|
|
Software em língua portuguesa
|
Sim
|
Português, Inglês, Espanhol, Italiano e Francês
|
Possibilidade de customização (personalização) do sistema
|
Sim
|
|
Possibilidade de expansão ou inclusão de novos módulos sob
demanda
|
Sim
|
|
Documentação (manuais)
|
Sim
|
|
Manuais com fluxos operacionais
|
Sim
|
|
*
|
Grátis para uso monousuário
|
|
Interface gráfica
|
Sim
|
HTML e XML
|
Possibilidade de customização (personalização) da
interface
|
Sim
|
Fontes abertos
|
Menu de ajuda interativo
|
Sim
|
|
Arquitetura de rede cliente/servidor
|
Sim
|
|
Acesso via browser (Internet)
|
Sim
|
IExplorer, Netscape, Opera, Mozilla, etc.
|
Acesso via Intranet
|
Sim
|
|
Leitura de código de barras
|
Sim
|
Qualquer padrão
|
Compatibilidade com o sistemas operacionais
|
Sim
|
Unix,
Linux, Windows (95/98/NT/XP/2000)
|
Armazenamento e recuperação de caracteres da língua
portuguesa
|
Sim
|
população, Populacao, populacao, POPULACAO trará o mesmo
resultado
|
Registro de data no formato ISO 8601 (AAAAMMDD)
|
Sim
|
Padroniza a data para buscas por ano, mes e dia
|
Quantidade máxima de registros por base de dados
|
*
|
16 milhões de registros
|
Atualização dos dados em tempo real
|
Sim
|
|
Segurança na integridade dos registros
|
Sim
|
|
Possibilidade de identificar alterações feitas no sistema
e os responsáveis
|
Sim
|
Log files
|
Compatibilidade com o formato MARC
|
Não
|
Mas permite a importação de registros MARC de outras
bibliotecas.
|
Compatibilidade com o formato UNISIT(Unesco)
|
Sim
|
|
Protocolo de comunicação Z39.50
|
Não
|
O protocolo de comunicação utilizando é o HTTP
|
Padrão ISO 2709
|
Sim
|
Para importação e exportação de registros
|
Disponibilização on-line do acervo
|
Sim
|
|
Importação e exportação de dados para alimentação de
sistemas de catalogação cooperativa
|
Sim
|
Através do phlNET
|
Acesso on-line a catalogos coletivos
|
Sim
|
Integra o acervo de todas as bibliotecas usuárias
|
Acesso simultâneo de usuários
|
Sim
|
Quando estiver em ambiente WWW
|
Acesso ilimitado de usuários
|
Sim
|
Quando estiver em ambiente WWW
|
Níveis diferenciados de acesso ao sistema (senhas)
|
Sim
|
Para usuários e funcionários
|
Armazenamento e recuperação de documentos digitais em
diversos formatos
|
Sim
|
PDF,DOC,JPG,GIF,etc.
|
Controle integrado do processo de seleção e aquisição
|
Sim
|
|
Integração dos dados de pré-catalogação da aquisição para
o processamento técnico
|
Sim
|
|
Controle de listas de sugestões
|
Sim
|
|
Controle de listas de seleção
|
Sim
|
|
Controle de listas de aquisição
|
Sim
|
|
Controle de listas de reclamações
|
Não
|
|
Controle de listas de recebimento
|
Não
|
|
Controle de fornecedores
|
Sim
|
|
Controle de editores
|
Não
|
|
Cadastro de entidades com as quais mantém intercâmbio de
publicações
|
Não
|
|
Mala direta de usuários, editoras e instituições com as
quais a biblioteca mantém intercâmbio
|
Não
|
|
Controle de assinatura de periódicos
|
Sim
|
|
Compatibilidade com o formato do CCN
|
Sim
|
|
Identificação de dados do processo de aquisição
|
Sim
|
|
Identificação da modalidade de aquisição (doação, compra,
permuta, depósito legal)
|
Sim
|
|
Controle de datas de recebimento do material adquirido
|
Sim
|
|
Emissão de cartas de cobrança, reclamações e agradecimento
de doações
|
Sim
|
|
Elaboração de lista de duplicatas
|
Não
|
|
Identificação do usuário que sugeriu o título para aquisição
|
Sim
|
|
Controle da situação (status) do documento (encomendado,
aguardando autorização, aguardando nota fiscal etc.)
|
Sim
|
|
Controle de orçamento
|
Não
|
|
Possibilidade de especificação da moeda de transação
|
Sim
|
|
Compatibilidade dos elementos de dados com AACR2
|
Sim
|
|
Controle da entrada de dados com regras de validação para
os campos
|
Não
|
|
Controle da entrada de dados para os campos obrigatórios
|
Sim
|
|
Construção de lista de autoridades em formato MARC
|
Não
|
|
Sistema de gerenciamento para construção de tesauro
hierárquico
|
Não
|
|
Consultas interativas durante a entrada de dados
|
Sim
|
Lista de autoridades, vocabulário controlado, Tabela de
Classificação
|
Correção dos registros associados a um autor ou assunto
mediante alteração na lista de autoridade ou tesauro
|
Não
|
|
Possibilidade de duplicação de um registro para inclusão
de novas edições
|
Sim
|
|
Processamento de materiais especiais
|
Sim
|
Qualquer tipo incluindo peças de museu
|
Possibilidade de importação de dados de catálogos
cooperativos on-line
|
Sim
|
|
Possibilidade de importação de dados de catálogos
cooperativos em CD-ROM
|
Sim
|
|
Geração de etiquetas para bolso
|
Não
|
Desnecessária. O controle da ficha de bolso é feito pelo
próprio sistema através da lista de histórico de tombo ou usuário
|
Geração de etiquetas para lombada com número de chamada
|
Sim
|
|
Geração de etiquetas com código de barras
|
Sim
|
|
Geração de carteiras de identidade para usuários com
código de barras e foto
|
Sim
|
|
Atualização em lote
|
Sim
|
Alternativa
|
Atualização on-line
|
Sim
|
Por padrão, e em tempo real
|
Controle integrado do processo de empréstimo
|
Sim
|
Domiciliar, Overnight, Entre bibliotecas, Encadernação,
Especiais
|
Cadastro de perfis de usuários
|
Sim
|
|
Busca por perfil de usuário (SDI)
|
Sim
|
|
Definição automática de prazos e condições de empréstimo
de acordo com o perfil do usuário para cada tipo de documento
|
Sim
|
|
Código de barras para cada usuário
|
Sim
|
|
Definição de parâmetro para a reserva de livros
|
Sim
|
|
Emissão automática de aviso eletrônico para usuários em
atraso
|
Sim
|
|
Aplicação de multas e suspensões com bloqueio automático
de empréstimos
|
Sim
|
|
Possibilidade de pesquisar o status do documento
(disponível, emprestado, em tratamento etc.)
|
Sim
|
|
Realização de empréstimo, renovação e reserva on-line
|
Sim
|
|
Interface única de pesquisa (busca em todo o sistema)
|
Sim
|
|
Interface gráfica de pesquisa
|
Sim
|
|
Interface de busca com filtros
|
Sim
|
Substitui a busca avançada
|
Interface de busca on-line
|
Sim
|
|
Pesquisa por autor
|
Sim
|
Nome completo e palavras do nome
|
Pesquisa por título
|
Sim
|
Por palavras
|
Pesquisa por assunto
|
Sim
|
Assunto ou palavras do assunto
|
Pesquisa por editor
|
Sim
|
Completo ou palavra por palavra
|
Pesquisa por local
|
Sim
|
Completo ou palavra por palavra
|
Pesquisa por palavra-chave
|
Sim
|
Completa ou palavra por palavra
|
Pesquisa por tipo de documento
|
Sim
|
|
Pesquisa por palavras do resumo
|
Sim
|
|
Pesquisa por classificação (CDU/DEWEY
|
Sim
|
|
Pesquisa por (Tabela de Áreas do Conhecimento do CNPq)
|
Sim
|
|
Pesquisa por ISSN
|
Sim
|
|
Pesquisa por ISBN
|
Sim
|
|
Pesquisa por idioma
|
Sim
|
|
Pesquisa por Cutter
|
Sim
|
|
Pesquisa por data
|
Sim
|
|
Pesquisa por todos os campos
|
Sim
|
|
Possibilidade de busca a partir de determinada data ou
entre datas
|
Sim
|
|
Possibilidade de selecionar os campos a serem pesquisados
por caixas de seleção
|
Não
|
|
Possibilidade de filtrar buscas por campos definidos em
caixa de seleção
|
Sim
|
|
Refinamento da busca por frase (adjacência)
|
Sim
|
|
Refinamento de busca por operador booleano
|
Sim
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AND, NOT,
OR, ADJACENTE, TRUNCADO
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Buscas por termos truncamento à esquerda
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Não
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Buscas por termos truncamento à direita
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Sim
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Buscas por termos truncamento ao meio
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Não
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Buscas por proximidade entre os termos
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Sim
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Buscas por distância entre os termos
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Sim
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Possibilidade de busca a partir dos resultados
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Não
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Possibilidade de salvar estratégias de buscas para
utilização posterior
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Não
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Busca interativa a partir da seleção de descritores
apresentados na referência
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Sim
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Busca interativa a partir da seleção de termos do índice
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Sim
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Capacidade de ordenar e classificar resultado da busca por
autor
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Sim
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Capacidade de ordenar e classificar resultado da busca por
título
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Sim
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Capacidade de ordenar e classificar resultado da busca por
assunto
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Sim
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Classe
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Capacidade de ordenar e classificar resultado da busca por
data
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Sim
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Capacidade de ordenar e classificar resultado da busca por
relevância
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Não
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Capacidade de ordenar e classificar resultado da busca por
tipo de documento
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Não
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Apresentação das referências em ordem cronológica
decrescente (default)
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Sim
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Possibilidade de limpar o formulario para nova pesquisa
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Sim
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Visualização do resultado da pesquisa em forma de
referência bibliográfica breve ou completa (com resumo), de acordo com a ABNT
|
Sim
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Visualização do resultado da pesquisa em forma de catálogo
de acordo com a AACR2 (nível 2)
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Não
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Visualização de todos os registros recuperados
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Sim
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Possibilidade de selecionar a quantidade de registros a
serem exibidos em cada página
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Sim
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Por padrão, são exibidos de 20 em 20
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Visualização do número de registros recuperados
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Sim
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Visualização dos registros numerados (ex: 1/2, 2/2)
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Sim
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Capacidade de selecionar registros do resultado da
pesquisa e imprimir
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Sim
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Capacidade de salvar os registros selecionados do
resultado da pesquisa
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Sim
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Visualização do cabeçalho com identificação do assunto
pesquisado e do número de referências dos registros gravados
|
Sim
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Indicação do status do documento pesquisado (emprestado,
em tratamento ou disponível)
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Sim
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Indicação do status do periódico pesquisado (corrente,
encerrado, suspenso)
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Sim
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Possibilidade de solicitação de cópias do documento pelo
COMUT
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Não
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Disseminação seletiva de informações (DSI)
|
Sim
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Serviços de alerta
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Não
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Gerenciamento de diversos tipos de documento
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Sim
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Geração de relatórios e estatísticas e gráficos
|
Sim
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Elaboração e impressão de bibliografias em formato ABNT
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Sim
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Inventário automático (código de barras)
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Sim
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Suporte Técnico
|
Sim
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Local e remotamente
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Garantia de manutenção
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Sim
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Mediante contrato de prestação de serviços
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Freqüência de atualização do software
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*
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Semestral
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Disponibilização de novas versões
|
Sim
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|
Aquisição do software
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*
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Neste site
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(*)Nota: Tabela criada a partir do formulário
"Requisitos para avaliação e seleção de softwares para automação de
bibliotecas" utilizada pela bibliotecária Linda Carla da Teclim/Ufba
(Rede de Tecnologia Limpa da Bahia).
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[1] Cartões
perfurados para agilizar e registrar empréstimo em bibliotecas nos EUA e na
mecanização de pesquisa bibliográficas na França.
[2]
ALGUMAS BIBLIOTECAS QUE UTILIZAM CATALIS Biblioteca Popular Bernardino
Rivadavia, Bahía Blanca Biblioteca Central, Universidad Nacional de Quilmes
Biblioteca Leo Falicov, Instituto Balseiro, Bariloche Biblioteca del Instituto
Argentino de Radioastronomía (IAR) Biblioteca Central de la Universidad Nacional
del Centro de la Provincia
de Buenos Aires, Tandil Biblioteca del Museo Mitre, Buenos Aires Sociedad
Argentina de Información (SAI), Buenos Aires.
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