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segunda-feira, 7 de julho de 2014

A conturbada historia das Bibliotecas - RESUMO

A conturbada historia das Bibliotecas

Resumo do livro

p. 10 - Biblioteca de Widener (HArvard) – criado a partir da doação feita pela mãe de Harry Elkins Widener (Bibliófilo), naufrago do Titanic. As Estantes são os próprios andaimes de ferro do edifício, o que dá a entender que a biblioteca é sustentada pelos seus livros.

p. 10 – Biblioteca Widener – 10 andares – 90 quilômetros de prateleiras, 4,6 milhões de livros, 14 milhões de volume. Maior Biblioteca acadêmica. Nela exitem tuneis que levam a arquivos com documentos governamentais. Tem seu próprio sistema de classificação.

p. 11-12. Biblioteca não é um mero repositório de curiosidades. É um mundo em um só tempo. Submetida a um regime de mudanças de ciclos de longes fileiras de livros. Em período letivo, os livros entram e saem da biblioteca, num movimento semelhante ao das marés. Respiração da biblioteca (pulmão da universidade) – É como um livro entrando e saindo a cada período letivo.

p. 14 – A Library of Congress todos os dias acrescenta 7 mil livros ao seu acervo.

p. 15 – O acervo de Thomas Jefferson ajudou a formar o núcleo inicial da LoC e da Biblioteca da Universidade de Virgínia também.


p. 15 - “não importa quantos livros você tem, mas o quão bons eles são” (Sêneca)

p. 15 - “um livro de biblioteca não é um mero artigo de consumo; ele é, acima de tudo, um capital” (Thomas Jefferson)

p. 16 – “tudo no mundo existe para, algum dia, terminar num livro” (Stéphane Mallarmé)

p. 23 - “As bibliotecas tem um poder de sedução tão grande sobre os escritores que eles não resistem à tentação de inventar uma só pra eles” (Battles).

p. 25 – José Luís Borges ficou totalmente cego deficiência visual hereditária) praticamente quando foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional da Argentina após o regime peronista.

p. 29 – Biblioteca de Alexandria eram duas – a maior foi construída no Séc. III a.C no interior de Mouseion, ou templo da Musas. A menor foi criada um Séc. Depois no interior do templo de Sérápis).

p. 46 – Nos Séculos entre o começo da dinastia Qin e a invenção do papel, sábios e sacerdotes fundaram por toda a China bibliotecas imune ao fogo. A coleção Fang Shan de Sutras Budistas é um bom exemplo (550d.C), na província de Hunan, não tinha um papel pois era gravado nas paredes de cavernas.

p. 49 – Biblioteca Laurenziana – florença (ITA) – fundada por Cosimo de Médice e projetada por Michelangelo.

p. 56 – Na grande conflagração ocorrida em 64 d.C, Nero assistiu, tocando citara, a biblioteca Otaviana foi atingida. Mais tarde restaurada por domiciano (que jamais demonstrou interesse pelas letras).

p. 71 – Colina dos livros – arredores do Cairo onde foram enterrados páginas rasgadas de livros arrancados pelo exercito Turco por volta de 1068, o couro dino da encadernação dos livros foram usados para a fabricação de sapatos.

p. 72 – A primeira Biblioteca pública Moderna – biblioteca de São Marcos – fundada por Cosimo de Médici em 1444 em florença do Séc. XV. Porém, o termo “Público” referia-se não a universidade de acesso, mas ao palco sobre o qual a igreja, a nobreza e as poderosas famílias mercantis despenhavam seus papeis e exerciam sua autoridade. Era publica também porque o trabalho de estudiosos beneficiariam a sociedade e porque ao construir a biblioteca e escolherem os livros para coleção, o Médici tinham a oportunidade de exigir-se publicamente na qualidade de peritos, patronos, intelectuais e príncipes.

p. 79 – Biblioteca de Reichenau – mosteiro da ilha no Lago de Constança, Alemanha – Séc. IX. Tinha apenas 415 volumes. Biblioteca de Bobbio (Ita), Séc. X. Tinha 666 títulos. Era uma das mais numerosas do seu tempo. Séc. XII – Biblioteca de Catedral de Durham tinha 546 livros e o mosteiro de Cluny tinha me media 500.

p. 82 - Biblioteca do Vaticano – criada pelo Papa Nicolau V. Não viveu pra ver a biblioteca em pleno funcionamento.

p. 82 – Papa Nicolal V (e outros papas do Séc.) apoiava a pirataria dos caçadores de livros do inicio do Séc. XV, que roubavam qualquer coisa que eles não pudessem copiar in situ (expressão latina que significa no lugar). (Anthony Grafton apud Battles)

p. 90 – Biblioteca de Havard pegou fogo em janeiro de 1764.

p. 90 – Hollis = Havard Online Library imformation System – homenagem a Thomas Hollis V que doou 500 libras para o fundo destinado aquisição e recuperação de bibliotecas apos o incêndio.

p. 92 - “Segundo Sir William Temple, diplomata, um dos principais problemas do saber moderno é sua dependência dos livros”.

p. 96 – A Biblioteca Real (palácio de St. James em Londres) ficava num quarto morfado em cima da cozinha do Palácio.

p. 96 – Richard Bentley (amigo de Isaac Newron) – Bertley era o classicista mais respeitado da Inglaterra – era tambem sacerdote. Em 1694 foi aceito membro da Royal Society e nomeado guardião da Biblioteca Real.

p. 100 – 1704 – Swift escreve - “Relato completo e verdadeiro da guerra que ocorreu na ultima 6ª feira entre os livros antigos e modernos na Biblioteca de St. James”

p. 133 - “eu quero que o estudante pobre tenha os mesmos recursos que o homem mais rico deste reino para satisfazer sua vontade de aprender, desenvolver atividades racionais, consultar autoridades nos diversos assuntos e aprofundar-se nas investigações mais intricadas. Acho que o governo tem a obrigação de dar a esse estudante a assistência mais generosa e desprendida possível (Panizzi apud Batthes).

p. 136 – Charles Wilcox – foi condenado a passar 12 meses na cadeia por retirar um livro da sala de leitura.

p. 136 – Charles Wilcox foi condenado a passar 12 meses na cadeia por retirar um livro da sala de leitura. A biblioteca do Museu britânico (1831-1866) organizada por Antônio Panzini – elaborou as regras de catalogação que perduram até o Séc XX.

p. 137 – Antonio Panizzi fez um esboço (à lapis) de um salão redondo de leitura no Museu Britânico.

p. 138-139 – “[...] foi a educação que ensinou homens e mulheres a comprar nos mercados mais baratos e a vender nos mais caros” (Alistair Bçack – historiador de bibliotecas)

p. 140 “”Melville Louis Kossuth Dewey” - seus pais escolheram seu nome em homenagem ao reformador húngaro, Lajos Kossuth que após a revolução de 1848 na Hungria, ficou famoso no exílio como conferencista.

p. 140 - Em 1868, Dewey resgatava livros de um incêndio na Biblioteca da escola, e a fumaça em seus pulmões o fez contrair forte tosse, que seu médico previu sua morte para dali a 2 anos. Segundo seu Biografo (Wayne Wiegand), esse acidente levou Dewey a desenvolver interesse pela economia de tempo.

p. 140 – Charles Dickens discursou na inauguração da biblioteca Publica de Manchester em 1852. Em seu discurso expressou a esperança dos livros terem o poder de neutralizar conflitos capitalistas

p. 142 - Dewey foi um dos fundadores da ALA, um funfador da 1ª escola de bibliotecários em 1889 e fundou a “library Bureau”, que vendia móveis e suprimentos para bibliotecas. Dewey era o membro mais jovem da ALA em 1876, quando ele tinha 25 anos.

p. 143 - “Catalogar, indexar e tudo aquilo que envolve as atividades são coisas que devem ser feitas uma só vez por todas as bibliotecas” (DEWEY).

p. 145 – Em 1857 a Boston Athenaeum – Fundada em 1807 é a primeira biblioteca a empregar mulheres.

p. 150 – Babás educam crianças, e bibliotecários educam leitores. Leitores leem livros, bibliotecários leem leitores.

p. 157 – Século XIX caracterizou-se pela construção de biblioteca e o Séc. XX pela sua destruição.

p. 157 – “Onde se queimam livros, acaba-se queimando pessoas” (Heinrich Heine apud Battles)

p. 161 – Biblioteca de Louvain da Bélgica – em uma universidade em 16 de maio de 1940 – Louvain – os alemães queimaram mais passaram a culpa nos ingleses.

p. 171 – Walter Hofmann – autodidata de Leipzig – tornou-se o principal bibliotecário do nazismo.

p. 174 – A troca que os bibliotecários propuseram ao nazismo foi faustiana. Sobreviveram apenas na medida em que conseguiram assegurar ao Reich sua benevolência e marginalidade.

p. 177-179 – Herman Kruk (1896-1943) foi um bibliotecário e vítima do holocausto – também foi superintendente da biblioteca Grosser de Varsóvia até 1939. Foi deportado para a Estônia em 1943 e um ano depois foi cremado no campo de concentração de Kruga.

p. 179 – Em 1981 nacionalistas cingaleses atearam fogo à Biblioteca Tamil de Jaffna, Sri Lanka. (Tinham rolos de manuscritos feitos de folha de palmeira e livros impressos). Em 2001 – Anunciaram a destruição a cultura queimando 55 mil livros do Centro Cultural Hakim Nasser Khosrow Balkhi, no norte do Afeganistão, diante do olhar horrorizado do diretor.

p. 182 – em 1936 na Geórgia haviam 53 bibliotecas – apenas 5 serviam a comunidade negra.

p. 183-184 - O prédio da biblioteca de Sarajevo destruído na guerra da Bósnia (em 92 pela Sérvia) também foi palco do assassinato do arquiduque Franz Ferdinand (estopim para a Primeira Guerra Mundial). Vijecnica fica de frente para o rio Miljacka.

p. 182 – em 1936 na Geórgia haviam 53 bibliotecas – apenas 5 serviam a comunidade negra.

p. 184 – em 1992 na Biblioteca Nacional e Universitária da Bósnia, na margem oposta do rio Miljacka. Várias pessoas correram à biblioteca para resgatar os livros das chamas. Aida Butorovic (funcionaria de 32 anos) morreu no incêndio (atingida por um morteiro). Câmeras no interior do prédio filmavam a destruição.

p. 188 – András Riedlmayer – Hungria – Bibliotecário e historiador em Havard.

p. 190 – Genizah – Judaica – Túmulo das coisas escritas. É pra lá que os livros vão quando morrem.

p. 200 – A capa da revista Scietific America de 27 março de 1911 mostrava uma vista de parte das estantes da Biblioteca Pública de Nova York.

p. 202 – Walter Benjamin arriscou a vida por um único livro – além de tudo inacabado. (os manuscritos do seu “projeto das passagens” Das Passagen – Werk) “O livro é mais importante dfo que eu” (dizia ele p. 204).



Homenagem a Aida Buturovic

Três anos se passaram desde o início da guerra na Bósnia. Em meio a relatos de sofrimento humano e atrocidades, outra trágica perda passou largamente despercebido a destruição do registro escrito do passado da Bósnia. Em 25 de Agosto de 1992, Biblioteca Nacional e Universitária da Bósnia, um edifício mourisco renascimento bonito, construído na década de 1890 na frente ribeirinha Sarajevo, foi bombardeada e queimados. Antes do incêndio, a biblioteca realizou 1,5 milhões de volumes, incluindo mais de 155 mil livros raros e manuscritos; arquivos nacionais do país; cópias de depósito de jornais, periódicos e livros publicados na Bósnia; e as coleções da Universidade de Sarajevo. Bombardeado com granadas incendiárias de posições nacionalistas sérvios outro lado do rio, a biblioteca queimada por três dias; foi reduzida a cinzas com a maioria dos seus conteúdos. Enfrentando uma chuva de franco-atiradores, bibliotecários e cidadãos voluntários formaram uma corrente humana para passar livros para fora do prédio em chamas. Entrevistado pela ABC News, um deles disse: "Conseguimos salvar apenas alguns livros muito preciosos. Tudo o resto ardeu. E um monte de nossa herança, patrimônio nacional, deitou-se lá em cinzas. "Aida Buturovic, um bibliotecário na seção de trocas da Biblioteca Nacional, foi morto a tiros por um franco-atirador durante a tentativa de resgatar os livros das chamas.

(Apagar o passado: A destruição de Bibliotecas e Arquivos da Bósnia-Herzegovina (WebCite )

    András Riedlmayer, Universidade de Harvard)

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