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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Ferreira Gullar e Laurentino Gomes vencem o Prêmio Jabuti 2011

30/11/2011 22h59 - Atualizado em 30/11/2011 23h54

Livro do ano de ficção e de não-ficção foram anunciados nesta quarta (30).
Mudança no regulamento evitou repetição da polêmica da edição de 2010.
Cauê Muraro (Do G1, em São Paulo)




Ferreira Gullar venceu o Jabuti 2011, entregue na

Sala São Paulo (Foto: Cauê Muraro/G1)
O livro de poesia “Em alguma parte alguma”, de Ferreira Gullar, e o livro-reportagem “1822”, de Laurentino Gomes, foram os grandes vencedores do 53º Prêmio Jabuti, anunciado na noite desta quarta-feira (30), em cerimônia realizada em São Paulo. O primeiro foi eleito “Livro do Ano - Ficção”, e o segundo, “Livro do Ano - Não-Ficção”. Concorriam aos prêmios principais obras de diversas categorias (veja lista abaixo). Os vencedores de cada uma delas, anunciados em 18 de outubro, também subiram ao palco da Sala São Paulo para receber suas respectivas condecorações, assim como segundos e terceiros colocados.



Ao receber o último e mais importante prêmio da noite, que teve como mestre de cerimônias o apresentador Pedro Bial, Gullar foi sucinto em seu agradecimento. "Eu só vou dizer: não sei se poesia é literatura, fora isso, a gente faz poesia porque a vida não basta." Minutos depois, em breve coletiva de imprensa, ainda na Sala São Paulo, o poeta foi perguntado se o prêmio representava um "incentivo" à prática da literatura. A resposta: "Um incentivo não. A essa altura da minha vida...". Gullar está com 80 anos de idade e parecia cansado. Pouco antes de fazer a consideração, havia dito que desejava se sentar - "eu estou nessa aporrinhação [de atender à imprensa] desde as três horas da tarde".

Em seguida, foi a vez de Laurentino Gomes integrar-se à entrevista improvisada. Assim que ele sentou, Gullar se dirigiu ao colega de premiação: "Eu li o seu livro. Achei muito bom". Gomes agradeceu. Depois, enquanto o poeta deixava a sala, procurou ressaltar a importância de se ter premiado um livro sobre história, afirmando ainda que prossegue sendo jornalista. "Fui repórter e editor durante muitos anos. O formato é que mudou [livro, em lugar de jornais e revistas], mas as ferramentas são do jornalismo."

Controvérsia
Mais tradicional distinção literária do país, o Jabuti tomou um cuidado essencial para evitar repetir, na edição deste ano, a polêmica que cercou o anúncio do troféu principal em 2010. Na ocasião, o júri escolheu “Leite derramado”, de Chico Buarque, como “Livro do Ano - Ficção”. Não seria propriamente um problema – se a mesma obra não houvesse ficado com o segundo posto na categoria Romance, tendo perdido para “Se eu fechar os olhos agora”, de Edney Silvestre. O assunto ganhou tal proporção, que os editores dos livros publicaram artigos na imprensa: Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras, em favor de “Leite derramado”; e Sergio Machado, da Record, anunciou em carta a decisão de jamais voltar a inscrever um livro da editora no Jabuti.
A controvérsia só foi possível porque, para apontar o “Livro do Ano”, os votantes poderiam escolher qualquer um dos três primeiros colocados em cada uma das categorias (veja quais são na abaixo), algo que não pôde acontecer novamente agora. Antes do anúncio desta quarta, a organização do Jabuti passou o seguinte informe: “É importante frisar que, ao contrário das edições anteriores, quando segundos e terceiros colocados concorriam a Livro do Ano - Ficção e Livro do Ano - Não Ficção, em 2011 só os primeiros colocados em cada uma das categorias poderão ser premiados”.
A mudança, no entanto, não significou que o Jabuti tenha se livrado por completo de alguma contestação. Inicialmente, a melhor biografia do ano foi, de acordo com o júri, “Alceu Penna e as garotas do Brasil: moda e imprensa – 1933 a 1975”, de Gonçalo Junior. Ocorre que, depois do anúncio, a obra foi excluída, com o argumento de que, em 2004, havia sido publicada por outra editora. O livro que substituiu “Alceu Penna e as garotas do Brasil” foi “O Teatro e Eu”, de Sergio Britto.
De acordo com a organização do Prêmio Jabuti, além dos jurados que ela própria convoca, “participam da votação principal associados das quatro entidades representativas do setor: CBL [Câmara Brasileira do Livro], SNEL [Sindicato Nacional dos Editores de Livros], ANL [Associação Nacional de Livrarias] e ABDL [Associação Brasileira de Difusão do Livro]”.

Veja lista completa dos ganhadores do 53º Jabuti. O primeiro colocado em cada categoria recebeu um troféu e um prêmio em dinheiro no valor bruto de R$ 3 mil. Os vencedores de livro do ano levam R$ 30 mil.

Livro do ano de ficção
"Em alguma parte alguma", de Ferreira Gullar
Livro do ano de não-ficção
"1822", de Laurentino Gomes

Categorias de ficção:
Romance
“Ribamar”, de José Castello

Contos e Crônicas
“Desgracida”, de Dalton Trevisan

Poesia
“Em alguma parte alguma”, de Ferreira Gullar

Infantil
“Obax”, de André Neves

Juvenil
“Antes de virar gigante e outras histórias”, Marina Colasanti
Categorias de não-ficção:
Teoria Crítica / Literária
“Câmara Cascudo e Mário de Andrade – Cartas, 1924-1944”, de Marcos Antonio de Moraes (organizador)

Reportagem
“1822”, de Laurentino Gomes

Ciências Exatas
“Teoria Quântica: estudos históricos e implicações culturais”, de Olival Freire Jr., Osvaldo Pessoa Jr., Joan Lisa Bromberg (organizadores)

Tecnologia e Informática
“Aprendizagem a distância”, de Fredric M. Litto

Economia, Administração e Negócios
“Multinacionais brasileiras: internacionalização, inovação e estratégia global”, de Moacir de Miranda Oliveira Junior e colaboradores

Direito
“Fundamentos constitucionais do direito ambiental brasileiro”, de Norma Sueli Padilha

Biografia
“O Teatro & Eu – Memórias”, de Sergio Britto

Ciências Naturais
“Bioetanol de cana-de-açúcar – P&D para produtividade e sustentabilidade”, de Luís Augusto Barbosa Cortez (coordenador)

Ciências da Saúde
“Atlas de endoscopia digestiva da SOBED - Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva”, de Marcelo Averbach, Adriana Vaz Safatle Ribeiro, Agnelo Paulo Ferrari Junior, Ciro Garcia Montes, Flávio Hayato Ejima, Kleber Bianchetti de Faria e Marco Aur

Ciências Humanas
“Manejo do Mundo: conhecimentos e práticas dos povos indígenas do Rio Negro”, de Aloisio Cabalzar

Didático e Paradidático
“Coleção Pessoinhas”, de Ruth Rocha e Anna Flora

Educação
“Impactos da violência na escola: um diálogo com professores”, de Simone Gonçalves de Assis, Patrícia Constantino e Joviana Quintes Avanci (organizadoras)

Psicologia e Psicanálise
“Coração... É emoção: a influência das emoções sobre o coração”, de Elias Knobel, Ana Lúcia Martins da Silva, Paola Bruno de Araújo Andreoli

Arquitetura e Urbanismo
“Dois séculos de projetos no Estado de São Paulo – Grandes obras e urbanização VL 1, 2 e 3”, de Nestor Goulart Reis e Monica Silveira Brito (colaboração)

Fotografia
“Fotografia de Natureza: Teoria e Prática”, de Luiz Claudio Marigo

Comunicação
“Impresso no Brasil – Dois séculos de livros brasileiros”, de Aníbal Bragança e Marcia Abreu (organizadores)

Artes
“Os Satyros”, de Germano Pereira e Aimar Labaki

Turismo e Hotelaria
“Hospitalidade – A inovação na gestão das organizações prestadoras de serviços”, de Geraldo Castelli

Gastronomia
“Machado de Assis: Relíquias Culinárias”, de Rosa Belluzzo

Fonte: http://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2011/11/ferreira-gullar-e-laurentino-gomes-vencem-o-premio-jabuti-2011.html

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